sábado, 7 de junho de 2008

Vacilo

São exatamente zero hora! Engraçado! Acho muito legal estar entre o nada e coisa alguma. É assim que me sinto agora. Talvez nesse plano eu consiga ver... sei lá! Enxergar o que realmente está acontecendo com a minha vida.Dentre meus ídolos - tirando os da minha família - Zeca Pagodinho e Nelson Rodrigues(que ídolos?! Acho que sempre pensei em ser boêmio!) o real incomoda-me pela fraqueza de não conseguir conquistar o espaço, a vida da qual eles "degustam". É, degustam ou degustaram. Para quem pensa que o Nelson parou junto ao seu coração.
Ninguém vive e, nem vai conseguir viver nesse plano. O que “Eles” criaram.E para desfrutar de uma existência "superficial" da qual riem os Mestres, desprovidos de valores e apaixonados pelas dores, na essência que, não sei como sempre souberam ser superficial. Apontando para todos que quisessem. Todos cegos pelo nascimento. Todos desencorajados pelo simples fato de viver. Olhem eu me contradizendo. Logo eu que defendo o amor. Incondicionalmente o amor. Fato esquecido, que tento eu, com todas as forças resgatar dentro da minha debilidade de amar, fora de um contexto que exalto pelo simples fato de ter resgatado esta mesma contradição.Adoro falar de coisa alguma quando me sinto perdido dentro dela. Uma pessoa, que por incrível que pareça consegui fugir tempos atrás, por na época já saber que era Ela. Quer queira ou não, eu tenho que falar dela. Putz! Ela, hoje, é mais do que eu dentro de mim. Será que um dia ela vai entender? Eu escrevo palavras aleatórias aqui, nesse momento, tentando entender o porquê de tanta tristeza.Assim vou vivendo essa madrugada.
O silêncio que se faz do meu ouvido à existência de um talvez.Um... "talvez esteja eu esperando um filho teu. Talvez eu, que sempre defendi uma gravidez consciente, esteja desesperada por não saber o que será de mim por esperar um filho teu."Teu sonho inesperado num momento que eu queria apenas a tua paz. Mas, confesso dentro de toda a minha vivência ignorante que a vontade que tive ontem e, somente ontem, foi de te gritar o quanto eu estava feliz pela perspectiva de te ver barrigudinha.
Desculpa, não consegui ainda desprender-me da sua existência. Foi quando falamos do inferno. E eu consegui ouvi-lo. Desculpa, tinha tanta coisa para escrever...

Um comentário:

Geísa Suzane disse...

Eternos Vacilantes somos nos...

saudades sua...

encontrei seu blog por acaso na internet... e resolve apreciar os seus escritos...maravilhosos e enriquicedores como sempre...
fico feliz por reencontrar amigos, companheiros de escritos..escritos esses que ficaram para eternidade, nem que seja na memoria de quem os lê...
Estou adicionando seu blog nos meus favoritos do meu blog: www.geisasuzane.blogspot.com
um beijãoo
fique com Deus