segunda-feira, 1 de março de 2010
Borboleta
Eu louco para que os ventos dos Lençóis soprassem forte até levantar os panos que te envolviam nessa tarde marcada pelos passos que deixaste em minhas dunas...
sábado, 12 de dezembro de 2009
Um barco ao meio, um marco inteiro...
Um barco construiria.
Quem diria!
Digo Eu
Iria?
Numa de música
De passos lentos
Compassos marcados
Numa areia fria
Pela mesma noite de uma vida pisaria
Quem não iria?
Era noite fria de uma vida que partiria...
Ao meio
Um marco
Antes sem mastro, nem vela
Quem diria
Digo Eu
Num barco agora subiria
Ainda na mesma areia
Agora subiria
Para sempre
A guiar sem leme
Uma luz
Da noite
Uma lua
Partiria...
É você a minha luz
Um farol
Meu porto seguro
Meu guia
Mas era tanta melancolia
Minha
Digo Eu
Quando eu partir
Sorria
Estarás comigo
Antes de você
Não lia
Antes de nós
Eu não existia
Digo eu
Com toda a certeza
Eu sei
Eu sei, pois nessa época
Nem escrever saberia
É daí que percebo
Digo eu
Que a vejo
Uma linda vida
Houve encontros
E de encontros a encontros
Encontraria
Houve tempos em que eu não iria
Hoje!
Noite vira dia
Digo Eu
Que Lua!
Que noite!
Que dia...
Quem vendo você tão linda
Um barco na areia deixaria?
Não ria!
Eu mesmo não deixaria
Não deixei
Mas quando eu partir...
Sorria
E não mais...
Digo eu
Diga a Mim
Por que Mim
Digo Eu
Sou eu
Depois de Ti
Em Mim
Uma noite, uma lua, um barco...
Quem diria!
Digo Eu
Iria?
Numa de música
De passos lentos
Compassos marcados
Numa areia fria
Pela mesma noite de uma vida pisaria
Quem não iria?
Era noite fria de uma vida que partiria...
Ao meio
Um marco
Antes sem mastro, nem vela
Quem diria
Digo Eu
Num barco agora subiria
Ainda na mesma areia
Agora subiria
Para sempre
A guiar sem leme
Uma luz
Da noite
Uma lua
Partiria...
É você a minha luz
Um farol
Meu porto seguro
Meu guia
Mas era tanta melancolia
Minha
Digo Eu
Quando eu partir
Sorria
Estarás comigo
Antes de você
Não lia
Antes de nós
Eu não existia
Digo eu
Com toda a certeza
Eu sei
Eu sei, pois nessa época
Nem escrever saberia
É daí que percebo
Digo eu
Que a vejo
Uma linda vida
Houve encontros
E de encontros a encontros
Encontraria
Houve tempos em que eu não iria
Hoje!
Noite vira dia
Digo Eu
Que Lua!
Que noite!
Que dia...
Quem vendo você tão linda
Um barco na areia deixaria?
Não ria!
Eu mesmo não deixaria
Não deixei
Mas quando eu partir...
Sorria
E não mais...
Digo eu
Diga a Mim
Por que Mim
Digo Eu
Sou eu
Depois de Ti
Em Mim
Uma noite, uma lua, um barco...
domingo, 21 de setembro de 2008
Músculo pagão
Boff’s e Da Vinci’s
Caos de um corpo Vitruviano
Perfeição sem sentido
Num mundo
Mundano
Dualismos e dualidades
Capital
A certeza
De quê apenas um animal
Traz consigo
A vitrine de um mal
Incessante aos olhos nus
Espelho
Reflexo espiritual
Trágica comédia
De uma borboleta cega
Que não voa
Ecoa
Ainda as suas batidas
As suas asas
Quebradas
Não mais atadas
Descompassadas ao vento
Atreladas à percussão
De um músculo pagão
Som de um trovão
Efeito na água
Caída no chão
Ao chão eu fui
E nele me faltei
Quando de certo descobri
No meu reflexo
O Dela
Anexo
O de um animal
Um mal que nunca vi
Caos de um corpo Vitruviano
Perfeição sem sentido
Num mundo
Mundano
Dualismos e dualidades
Capital
A certeza
De quê apenas um animal
Traz consigo
A vitrine de um mal
Incessante aos olhos nus
Espelho
Reflexo espiritual
Trágica comédia
De uma borboleta cega
Que não voa
Ecoa
Ainda as suas batidas
As suas asas
Quebradas
Não mais atadas
Descompassadas ao vento
Atreladas à percussão
De um músculo pagão
Som de um trovão
Efeito na água
Caída no chão
Ao chão eu fui
E nele me faltei
Quando de certo descobri
No meu reflexo
O Dela
Anexo
O de um animal
Um mal que nunca vi
sábado, 20 de setembro de 2008
Negro púrpuro
Fui eu quem atuou
Sou eu
Quem sou?
Ator
Prefiro morrer de amor
A viver num desamor
Fui eu, fui eu
Quem desarmou
E continuo a insistir
Nesse sonho me meti
Desse sonho não menti
Preferi prosseguir
Seguir...
Sem ver razão
Segui
Olhos de um coração
Não vi
Onde foi que me meti
Senti
Olhos de um coração vivi
Pupilas negras de um castanho
Olhos de um coração que batia cego
Estranho
Pupilas negras de retina luz
Luz do túnel
Este no fim
Reproduz
Castanhos olhos negros
Estranhos pretos
Cor púrpura
Cura
De um sentimento
Teu brio de amar
Sou eu
Quem sou?
Ator
Prefiro morrer de amor
A viver num desamor
Fui eu, fui eu
Quem desarmou
E continuo a insistir
Nesse sonho me meti
Desse sonho não menti
Preferi prosseguir
Seguir...
Sem ver razão
Segui
Olhos de um coração
Não vi
Onde foi que me meti
Senti
Olhos de um coração vivi
Pupilas negras de um castanho
Olhos de um coração que batia cego
Estranho
Pupilas negras de retina luz
Luz do túnel
Este no fim
Reproduz
Castanhos olhos negros
Estranhos pretos
Cor púrpura
Cura
De um sentimento
Teu brio de amar
sábado, 7 de junho de 2008
Vacilo
São exatamente zero hora! Engraçado! Acho muito legal estar entre o nada e coisa alguma. É assim que me sinto agora. Talvez nesse plano eu consiga ver... sei lá! Enxergar o que realmente está acontecendo com a minha vida.Dentre meus ídolos - tirando os da minha família - Zeca Pagodinho e Nelson Rodrigues(que ídolos?! Acho que sempre pensei em ser boêmio!) o real incomoda-me pela fraqueza de não conseguir conquistar o espaço, a vida da qual eles "degustam". É, degustam ou degustaram. Para quem pensa que o Nelson parou junto ao seu coração.
Ninguém vive e, nem vai conseguir viver nesse plano. O que “Eles” criaram.E para desfrutar de uma existência "superficial" da qual riem os Mestres, desprovidos de valores e apaixonados pelas dores, na essência que, não sei como sempre souberam ser superficial. Apontando para todos que quisessem. Todos cegos pelo nascimento. Todos desencorajados pelo simples fato de viver. Olhem eu me contradizendo. Logo eu que defendo o amor. Incondicionalmente o amor. Fato esquecido, que tento eu, com todas as forças resgatar dentro da minha debilidade de amar, fora de um contexto que exalto pelo simples fato de ter resgatado esta mesma contradição.Adoro falar de coisa alguma quando me sinto perdido dentro dela. Uma pessoa, que por incrível que pareça consegui fugir tempos atrás, por na época já saber que era Ela. Quer queira ou não, eu tenho que falar dela. Putz! Ela, hoje, é mais do que eu dentro de mim. Será que um dia ela vai entender? Eu escrevo palavras aleatórias aqui, nesse momento, tentando entender o porquê de tanta tristeza.Assim vou vivendo essa madrugada.
O silêncio que se faz do meu ouvido à existência de um talvez.Um... "talvez esteja eu esperando um filho teu. Talvez eu, que sempre defendi uma gravidez consciente, esteja desesperada por não saber o que será de mim por esperar um filho teu."Teu sonho inesperado num momento que eu queria apenas a tua paz. Mas, confesso dentro de toda a minha vivência ignorante que a vontade que tive ontem e, somente ontem, foi de te gritar o quanto eu estava feliz pela perspectiva de te ver barrigudinha.
Desculpa, não consegui ainda desprender-me da sua existência. Foi quando falamos do inferno. E eu consegui ouvi-lo. Desculpa, tinha tanta coisa para escrever...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Eu quase subo no palco da vida
É sim, quase...
Parece que ouço a minha mãe
Eu quase que a ouço
Talvez por isso
Muitas das coisas que eu fiz
Eu quase que conquistei
Eu quase que conquistei um amor uma vez.
Mas faltou um tiquinho...
Não me perguntem de quê
Mas quase que foi completo
Repleto
De “quases” talvez
Mas tudo não o é?
Eu quase que o torno completo
Eu quase que insisti
Mas não deu certo
Uma vez eu até quase que fiz um poema
Para ela
Eu quase que subo no palco
Eu quase que tomo de assalto
Um teatro
Sentado num banco alto
Olhando-a
Sentada de salto
E eu até quase que ganho
Eu quase arranho
Eu até quase já fiz chover
Só para vê-la
Quase ao alvorecer
Eu quase que me vi morrer
Ao tentar transparecer
O quanto me fez sofrer
Um ato de piedade
Nessa idade
Nem mesmo há de acontecer
Eh! Mas quase vi ao amanhecer
Um amor amadurecer
Quase que nas minhas mãos
Eu mesmo
Fiz apodrecer
Eu até quase já fiz amar
Mas foi esse caos
Que quase não quis deixar
Mundo louco!
Sufoco!
E o mais engraçado
É que nesse embaraçado
Eu quase me faço entender
Não me perguntem o porquê
Pois a única coisa que eu sei
É que “quase” não dá para responder
Quem dirá “quase” entender
Parece que ouço a minha mãe
Eu quase que a ouço
Talvez por isso
Muitas das coisas que eu fiz
Eu quase que conquistei
Eu quase que conquistei um amor uma vez.
Mas faltou um tiquinho...
Não me perguntem de quê
Mas quase que foi completo
Repleto
De “quases” talvez
Mas tudo não o é?
Eu quase que o torno completo
Eu quase que insisti
Mas não deu certo
Uma vez eu até quase que fiz um poema
Para ela
Eu quase que subo no palco
Eu quase que tomo de assalto
Um teatro
Sentado num banco alto
Olhando-a
Sentada de salto
E eu até quase que ganho
Eu quase arranho
Eu até quase já fiz chover
Só para vê-la
Quase ao alvorecer
Eu quase que me vi morrer
Ao tentar transparecer
O quanto me fez sofrer
Um ato de piedade
Nessa idade
Nem mesmo há de acontecer
Eh! Mas quase vi ao amanhecer
Um amor amadurecer
Quase que nas minhas mãos
Eu mesmo
Fiz apodrecer
Eu até quase já fiz amar
Mas foi esse caos
Que quase não quis deixar
Mundo louco!
Sufoco!
E o mais engraçado
É que nesse embaraçado
Eu quase me faço entender
Não me perguntem o porquê
Pois a única coisa que eu sei
É que “quase” não dá para responder
Quem dirá “quase” entender
sábado, 20 de outubro de 2007
Condizente
Condizente, diria eu
Contente
Por ser teu, eu
E do teu...
Amor carente
Arranha-céus de esperança
Tenra confiança
Gargalhada solta
Que desperta em mim
Lampejos de criança
Céus arranhados
Quando de ti mereço chuvas
Quando de ti recebo luvas
Por teu cabelo querer contar
Emaranhados, criados nesse mundo
Conhecendo ele profundo
Não vou me perder no ar
Mas sei que disso tudo
A única melodia eu levo
Mas essa
Não sei cantar
Pois é aquele jeito de menina
Na minha alma é minha sina
E não vejo jeito de mudar
E o porquê de desespero
Se o coração dele é angústia
Vovó-mulher
Princesa musa
De um arco-íris que só sabe amar
Sobrevoa esse plano
Onde alagados parecem lagos
Montes nem sempre montanhas
Nem altas planícies
Planaltos
Sabemos saltar...
Contente
Por ser teu, eu
E do teu...
Amor carente
Arranha-céus de esperança
Tenra confiança
Gargalhada solta
Que desperta em mim
Lampejos de criança
Céus arranhados
Quando de ti mereço chuvas
Quando de ti recebo luvas
Por teu cabelo querer contar
Emaranhados, criados nesse mundo
Conhecendo ele profundo
Não vou me perder no ar
Mas sei que disso tudo
A única melodia eu levo
Mas essa
Não sei cantar
Pois é aquele jeito de menina
Na minha alma é minha sina
E não vejo jeito de mudar
E o porquê de desespero
Se o coração dele é angústia
Vovó-mulher
Princesa musa
De um arco-íris que só sabe amar
Sobrevoa esse plano
Onde alagados parecem lagos
Montes nem sempre montanhas
Nem altas planícies
Planaltos
Sabemos saltar...
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