sábado, 12 de dezembro de 2009

Um barco ao meio, um marco inteiro...

Um barco construiria.
Quem diria!

Digo Eu

Iria?

Numa de música
De passos lentos
Compassos marcados
Numa areia fria
Pela mesma noite de uma vida pisaria
Quem não iria?
Era noite fria de uma vida que partiria...
Ao meio

Um marco
Antes sem mastro, nem vela
Quem diria

Digo Eu

Num barco agora subiria
Ainda na mesma areia
Agora subiria
Para sempre

A guiar sem leme
Uma luz
Da noite
Uma lua

Partiria...

É você a minha luz
Um farol
Meu porto seguro
Meu guia

Mas era tanta melancolia
Minha

Digo Eu

Quando eu partir
Sorria
Estarás comigo
Antes de você
Não lia
Antes de nós
Eu não existia

Digo eu

Com toda a certeza
Eu sei
Eu sei, pois nessa época
Nem escrever saberia
É daí que percebo

Digo eu

Que a vejo
Uma linda vida
Houve encontros
E de encontros a encontros
Encontraria
Houve tempos em que eu não iria

Hoje!
Noite vira dia

Digo Eu

Que Lua!
Que noite!
Que dia...

Quem vendo você tão linda
Um barco na areia deixaria?
Não ria!
Eu mesmo não deixaria
Não deixei
Mas quando eu partir...
Sorria
E não mais...

Digo eu

Diga a Mim
Por que Mim

Digo Eu

Sou eu
Depois de Ti
Em Mim
Uma noite, uma lua, um barco...

domingo, 21 de setembro de 2008

Músculo pagão

Boff’s e Da Vinci’s
Caos de um corpo Vitruviano
Perfeição sem sentido
Num mundo
Mundano

Dualismos e dualidades
Capital
A certeza
De quê apenas um animal
Traz consigo
A vitrine de um mal

Incessante aos olhos nus
Espelho
Reflexo espiritual
Trágica comédia
De uma borboleta cega
Que não voa
Ecoa

Ainda as suas batidas
As suas asas
Quebradas
Não mais atadas

Descompassadas ao vento
Atreladas à percussão
De um músculo pagão
Som de um trovão
Efeito na água
Caída no chão

Ao chão eu fui
E nele me faltei
Quando de certo descobri
No meu reflexo
O Dela
Anexo
O de um animal
Um mal que nunca vi

sábado, 20 de setembro de 2008

Negro púrpuro

Fui eu quem atuou
Sou eu
Quem sou?
Ator
Prefiro morrer de amor
A viver num desamor

Fui eu, fui eu
Quem desarmou
E continuo a insistir
Nesse sonho me meti
Desse sonho não menti
Preferi prosseguir
Seguir...

Sem ver razão
Segui
Olhos de um coração
Não vi
Onde foi que me meti
Senti
Olhos de um coração vivi

Pupilas negras de um castanho
Olhos de um coração que batia cego
Estranho
Pupilas negras de retina luz
Luz do túnel
Este no fim
Reproduz

Castanhos olhos negros
Estranhos pretos
Cor púrpura
Cura
De um sentimento
Teu brio de amar

sábado, 7 de junho de 2008

Vacilo

São exatamente zero hora! Engraçado! Acho muito legal estar entre o nada e coisa alguma. É assim que me sinto agora. Talvez nesse plano eu consiga ver... sei lá! Enxergar o que realmente está acontecendo com a minha vida.Dentre meus ídolos - tirando os da minha família - Zeca Pagodinho e Nelson Rodrigues(que ídolos?! Acho que sempre pensei em ser boêmio!) o real incomoda-me pela fraqueza de não conseguir conquistar o espaço, a vida da qual eles "degustam". É, degustam ou degustaram. Para quem pensa que o Nelson parou junto ao seu coração.
Ninguém vive e, nem vai conseguir viver nesse plano. O que “Eles” criaram.E para desfrutar de uma existência "superficial" da qual riem os Mestres, desprovidos de valores e apaixonados pelas dores, na essência que, não sei como sempre souberam ser superficial. Apontando para todos que quisessem. Todos cegos pelo nascimento. Todos desencorajados pelo simples fato de viver. Olhem eu me contradizendo. Logo eu que defendo o amor. Incondicionalmente o amor. Fato esquecido, que tento eu, com todas as forças resgatar dentro da minha debilidade de amar, fora de um contexto que exalto pelo simples fato de ter resgatado esta mesma contradição.Adoro falar de coisa alguma quando me sinto perdido dentro dela. Uma pessoa, que por incrível que pareça consegui fugir tempos atrás, por na época já saber que era Ela. Quer queira ou não, eu tenho que falar dela. Putz! Ela, hoje, é mais do que eu dentro de mim. Será que um dia ela vai entender? Eu escrevo palavras aleatórias aqui, nesse momento, tentando entender o porquê de tanta tristeza.Assim vou vivendo essa madrugada.
O silêncio que se faz do meu ouvido à existência de um talvez.Um... "talvez esteja eu esperando um filho teu. Talvez eu, que sempre defendi uma gravidez consciente, esteja desesperada por não saber o que será de mim por esperar um filho teu."Teu sonho inesperado num momento que eu queria apenas a tua paz. Mas, confesso dentro de toda a minha vivência ignorante que a vontade que tive ontem e, somente ontem, foi de te gritar o quanto eu estava feliz pela perspectiva de te ver barrigudinha.
Desculpa, não consegui ainda desprender-me da sua existência. Foi quando falamos do inferno. E eu consegui ouvi-lo. Desculpa, tinha tanta coisa para escrever...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Eu quase subo no palco da vida

É sim, quase...
Parece que ouço a minha mãe
Eu quase que a ouço
Talvez por isso
Muitas das coisas que eu fiz
Eu quase que conquistei

Eu quase que conquistei um amor uma vez.
Mas faltou um tiquinho...
Não me perguntem de quê
Mas quase que foi completo
Repleto
De “quases” talvez
Mas tudo não o é?

Eu quase que o torno completo
Eu quase que insisti
Mas não deu certo
Uma vez eu até quase que fiz um poema


Para ela
Eu quase que subo no palco
Eu quase que tomo de assalto
Um teatro
Sentado num banco alto
Olhando-a
Sentada de salto

E eu até quase que ganho
Eu quase arranho
Eu até quase já fiz chover
Só para vê-la
Quase ao alvorecer

Eu quase que me vi morrer
Ao tentar transparecer
O quanto me fez sofrer
Um ato de piedade
Nessa idade
Nem mesmo há de acontecer

Eh! Mas quase vi ao amanhecer
Um amor amadurecer
Quase que nas minhas mãos
Eu mesmo
Fiz apodrecer

Eu até quase já fiz amar
Mas foi esse caos
Que quase não quis deixar
Mundo louco!
Sufoco!

E o mais engraçado
É que nesse embaraçado
Eu quase me faço entender
Não me perguntem o porquê
Pois a única coisa que eu sei
É que “quase” não dá para responder
Quem dirá “quase” entender

sábado, 20 de outubro de 2007

Condizente

Condizente, diria eu
Contente
Por ser teu, eu
E do teu...
Amor carente
Arranha-céus de esperança
Tenra confiança
Gargalhada solta
Que desperta em mim
Lampejos de criança

Céus arranhados
Quando de ti mereço chuvas
Quando de ti recebo luvas
Por teu cabelo querer contar
Emaranhados, criados nesse mundo
Conhecendo ele profundo
Não vou me perder no ar
Mas sei que disso tudo
A única melodia eu levo
Mas essa
Não sei cantar
Pois é aquele jeito de menina
Na minha alma é minha sina
E não vejo jeito de mudar

E o porquê de desespero
Se o coração dele é angústia
Vovó-mulher
Princesa musa
De um arco-íris que só sabe amar
Sobrevoa esse plano
Onde alagados parecem lagos
Montes nem sempre montanhas
Nem altas planícies
Planaltos
Sabemos saltar...


domingo, 22 de julho de 2007

Ah! Ela veio!

Ah! Ela veio!
E trouxe com ela o mundo inteiro.
Abraçou-me
Não sei
O mundo que ela trouxe
Ou Ela?
Eu rio
De tudo um pouco
Um outro
Um mistério

Contar as palavras
Por que dos números
Teria eu
A certeza
Proeza
Poente
Sol... Lua
Nascente

Eu rio
Qualquer couro a diferenciar o som de um dragão
Que nasce em árvore
E amadurece no chão
Couro que badala um sino que só vi quando imaginação

Perdão

É que entre Paus e Paulos
Criei boneco
Vislumbrei pedidos
Adorei sorrisos
Encontrei perdidos
Por tempos unidos
Encontrei...